O confronto
Será que essa vida eterna vale mesmo a pena ? Arrependo-me de ter feito aquele trato.
Não gostava muito da idéia de matar pessoas para sobreviver. Sempre pegava várias vítimas, para não ter que "sugar" a vítima toda. Mas, confesso, nunca tive dificuldade de caçar, e nunca tive medo de ir às ruas à noite.
Mas aquela noite era diferente. O medo estava estanpado em meu rosto. Um grupo de metamorfos havia chegado na cidade, e eu não estava preparado para isso. Nem eu, nem meu grupo.
O que queriam ali ? Por que essa cidade ?
Não sabia o que faríamos depois, pois não sabíamos nada de metamorfos. Éramos pobres vampiros que tinham pouca informação de sua própria existência. Não sabíamos nem dos nossos poderes, como conheceríamos aquele tipo de ser que era apenas contado em estórias para nós ?
Não tínhamos escolha, tivemos que contactar "ele". Quem é "ele" ? Nem queira saber. Um ser tão repugnante que daria nojo à qualquer Nosferatu.
Sim, era um ser repugnante. Mas usava uma carcaça. Talvez um pobre humano que não tinha nada a ver com aquilo, mas que não teve escolha. Vimos sua forma verdadeira apenas uma vez, mas sempre que aparece para nós ele vem com um corpo diferente.
O que tínhamos com ele ? Apenas contato. Dáva-nos dicas de como sobreviver nesse mundo cruel e sombrio, que dava medo até em nós, seres das trevas.
O grupo todo estava à sua espera. Não éramos um grupo grande, admito, com apenas seis vampiros, inclusive eu. Tínhamos todos uma aparência aceitável, com exceção do Gangrel do grupo. Todos usávamos calças jeans e camisas sociais.
Sim. Víamos sua figura ao longe, desta vez com um corpo de quarenta anos, cabelos grisalhos e terno. Levava consigo uma maleta e tinha no rosto um óculos escuro, para proteção.
Aproximou-se do grupo e murmurou "Quero falar com o líder"
Fui, então, até ele e contei o que estava acontecendo
"Entendo. Darei, então, poder e glória à vocês, em troca de sua total obediência. O que acham ?"
Não tínhamos escolha. Apenas nos olhamos por alguns segundos, esperando que alguém achasse outro meio de sobreviver àquele confronto. Como ninguém se manifestou, disse as duas palavras que mais amaldiçoou em toda a minha eternidade:
"Eu aceito"
Continua
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